Indústria: Ensino Superior (Faculdade de Medicina)
Instituição: Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) — Faculdade de Medicina
Função: Prof. Tales Lyra de Oliveira, Professora de Fisiologia Humana e Supervisora do Laboratório de Práticas Funcionais
Localização: São Paulo, Brasil


À medida que as escolas médicas adotam cada vez mais as avaliações digitais, manter a integridade acadêmica em grande escala se tornou um desafio tecnológico e institucional.

Na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), uma das universidades públicas municipais do Brasil, a Faculdade de Medicina realiza milhares de avaliações todos os anos para grandes grupos de estudantes. Garantir justiça, confiabilidade e transparência nesse ambiente exige mais do que apenas formulários on-line básicos.

Nesta entrevista, a professora Tales Lyra de Oliveira explica como o USCS aprimorou a segurança dos exames, reduziu o estresse do corpo docente e fortaleceu a integridade acadêmica usando o Quilgo.


Entrevista com a Professora Tales Lyra de Oliveira

Quilgo: Você poderia apresentar sua função e como as avaliações são gerenciadas no USCS?

Prof. Tales: Sou professor na Faculdade de Medicina da USCS há seis anos. Eu ensino Fisiologia Humana e atuo como Supervisor do Laboratório de Práticas Funcionais, que inclui Bioquímica, Fisiologia, Microbiologia, Imunologia e Farmacologia.

Além de ensinar, coordeno as avaliações. Isso envolve desenvolver questões de exames em Fisiologia, compilar e integrar perguntas preparadas por meus colegas e organizar a estrutura e a logística dos exames para garantir a qualidade acadêmica e a padronização.

Quilgo: Você pode nos contar mais sobre o USCS como instituição?

Prof. Tales: A USCS é uma universidade pública municipal que opera como uma instituição autônoma e sem fins lucrativos. Enquanto os salários dos professores são financiados pela Prefeitura de São Caetano do Sul, os estudantes pagam mensalidades significativamente mais baixas do que as de universidades privadas. Esse modelo nos permite manter altos padrões acadêmicos e, ao mesmo tempo, garantir um acesso mais amplo à educação médica.

Nossa Faculdade de Medicina admite 66 estudantes a cada semestre. Com um programa de seis anos e dois campi, atendemos atualmente um total de 1.584 estudantes de medicina: 792 no campus de São Caetano do Sul e 792 no campus de São Paulo. Essa escala exige um processo de avaliação altamente estruturado e padronizado.

Desde a pandemia da COVID-19, os exames digitais se tornaram fundamentais para nosso fluxo de trabalho acadêmico. Muitos de nossos exames apresentam perguntas baseadas em imagens em assuntos como anatomia, radiologia e patologia. A administração digital desses exames garante uma qualidade de imagem de alta resolução e reduz o uso de papel, apoiando nossas metas de sustentabilidade.

Quilgo: Quais foram os maiores desafios antes de adotar o Quilgo?

Prof. Tales: Antes de usar o Quilgo, contávamos principalmente com o Google Forms para avaliações on-line. Embora o Google Forms fosse flexível e fácil de usar, ele não tinha os mecanismos necessários de monitoramento e controle de acesso para exames médicos de alto risco.

Com o tempo, os alunos se tornaram cada vez mais hábeis em contornar a supervisão. Os professores se viram andando atrás das telas dos alunos durante os exames, o que criou estresse tanto para professores quanto para alunos.

Estávamos particularmente preocupados com questões como:

  • Acesso a mecanismos de pesquisa externos
  • Uso de ferramentas de IA
  • Abrindo guias adicionais do navegador
  • A presença de dispositivos não autorizados, como smartphones ou relógios inteligentes

Sem o monitoramento automatizado, manter a integridade do exame exigia uma supervisão manual constante.

Quilgo: Por que foi particularmente importante para uma universidade pública no Brasil encontrar a solução certa?

Prof. Tales: Como universidade pública municipal, qualquer adoção tecnológica deve demonstrar clara relação custo-eficácia e valor institucional.

No Brasil, as taxas de câmbio tornam as assinaturas internacionais de software mais caras. Além disso, todas as compras de tecnologia devem estar em conformidade com as leis de compras públicas, incluindo os requisitos de licitação competitiva.

A adoção do Quilgo exigiu justificativa técnica e viabilidade econômica. Precisávamos demonstrar um impacto institucional mensurável antes de uma implementação mais ampla.

Quilgo: Quais resultados específicos você estava buscando em uma solução?

Prof. Tales: Nosso objetivo era melhorar a segurança dos exames no Google Forms e, ao mesmo tempo, reduzir a fadiga do corpo docente durante a supervisão. Além disso, precisávamos de documentação objetiva para casos suspeitos de má conduta. No passado, quando os alunos negavam comportamento impróprio, não tínhamos evidências formais para apoiar nossas decisões de avaliação.

O Quilgo nos forneceu os seguintes recursos:

  • Monitoramento automatizado
  • Documentação de captura de tela
  • Capacidades de restrição de acesso
  • Relatórios de atividades transparentes

Essa combinação de segurança, eficiência e responsabilidade atendeu efetivamente aos nossos requisitos.

Quilgo: O que fez Quilgo se destacar?

Prof. Tales: O Quilgo se integra diretamente ao Google Forms, funcionando como uma extensão perfeita sem exigir um sistema complexo e separado. Como os professores já estavam familiarizados com o Google Forms, o processo de adoção foi rápido e intuitivo.

A plataforma também oferece suporte à realização de exames simultâneos, o que é crucial para gerenciar várias coortes. Além disso, o processo de integração foi tranquilo e o suporte técnico respondeu sempre que necessário.

Quilgo: Quais recursos foram mais impactantes?

Prof. Tales: A capacidade de restringir o acesso a outras guias do navegador ou programas externos é particularmente valiosa. Isso reduz significativamente o risco de má conduta acadêmica envolvendo ferramentas de IA ou pesquisas on-line. O cronômetro integrado ajuda a gerenciar as sessões de exame com clareza.

Mais importante ainda, relatórios de atividades individuais e capturas de tela automatizadas fornecem evidências documentadas ao analisar casos suspeitos. Com a Quilgo, a supervisão passou do monitoramento manual constante para a supervisão estruturada. O corpo docente agora se concentra principalmente em garantir que os alunos não usem dispositivos físicos não autorizados, enquanto a atividade digital é registrada automaticamente.

Quilgo: Como seu processo de teste mudou desde a adoção do Quilgo?

Prof. Tales: Nosso processo de avaliação melhorou muito em termos de segurança e confiabilidade. No passado, a supervisão dependia muito do monitoramento manual, que era intenso e fisicamente exigente. Os professores tinham que se movimentar pela sala, verificando constantemente as telas.

Atualmente, o monitoramento automatizado fornece supervisão estruturada. O ambiente do exame se tornou mais organizado, mais calmo e significativamente menos estressante para o corpo docente.

É importante ressaltar que o impacto da Quilgo é mais forte no fortalecimento da integridade acadêmica, em vez de acelerar a velocidade de avaliação.

Quilgo: Até que ponto o Quilgo é usado atualmente e qual é o seu volume de avaliação?

Prof. Tales: Cada disciplina administra uma avaliação cognitiva por mês. Atualmente, três disciplinas da Faculdade de Medicina usam ativamente o Quilgo.

Como resultado, realizamos entre 9 e 15 avaliações por mês na plataforma, incluindo avaliações cognitivas e formativas. Espera-se que esse número aumente à medida que a adoção se expande.

Quilgo: Você notou melhorias na integridade acadêmica?

Prof. Tales: Sim A Quilgo nos permitiu identificar casos de má conduta e apresentar evidências objetivas, incluindo capturas de tela gravadas, quando necessário.

Essa documentação é essencial não apenas para discussões com estudantes, mas também ao relatar casos à administração da Faculdade de Medicina. A disponibilidade de dados verificáveis fortalece a responsabilidade e garante que as decisões de avaliação sejam apoiadas por evidências claras.

Como resultado, nosso processo de avaliação se tornou mais ético, transparente, seguro e confiável.

Quilgo: Que impacto mais amplo Quilgo teve no USCS?

Prof. Tales: Quilgo fortaleceu a confiança entre professores e estudantes. O ambiente de exames agora está mais estruturado e gerenciado profissionalmente.

Ao reforçar a transparência e a segurança, a plataforma apóia diretamente nosso compromisso institucional com a integridade acadêmica e a garantia de qualidade na educação médica.

Quilgo: Como você vê a evolução da Quilgo no USCS?

Prof. Tales: Atualmente, a adoção está concentrada na Faculdade de Medicina, mas o interesse de outras disciplinas continua crescendo.

Nosso objetivo é que a Quilgo se torne a principal plataforma de monitoramento para os exames do Google Forms no USCS. Expandir sua implementação seria:

  • Padronize os procedimentos de avaliação digital
  • Melhore a integridade acadêmica em toda a universidade
  • Apoie a sustentabilidade ambiental reduzindo o uso de papel

À medida que a avaliação digital se torna cada vez mais central em nosso modelo acadêmico, ter uma solução de monitoramento confiável será fundamental para o desenvolvimento institucional de longo prazo.


Considerações finais

Quilgo: Como você descreveria Quilgo em uma frase?

“O Quilgo traz segurança, transparência e confiança às avaliações on-line.”

Para o USCS, a transformação digital não se trata apenas de adotar novas ferramentas — trata-se de preservar os padrões acadêmicos em grande escala.

Ao combinar monitoramento digital estruturado com fluxos de trabalho acadêmicos estabelecidos, a Quilgo ajuda a garantir que as avaliações da educação médica permaneçam justas, baseadas em evidências e alinhadas com as responsabilidades éticas dos futuros profissionais de saúde.

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Redação

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